Projeto: Skate MarkI e MarkII

Pegando a onda Homen de ferro e dos engenheiros ingleses, nomeei meus dois primeiros skates dessa maneira. Foram 2 testes, pretendo construir um em madeira laminada, do jeito certo.

O primeiro foi nas toras, bem nas toras, ou melhor, nos compensados vagabundos. Mais precisamente, eu arranquei uma porta do meu armário que estava empenada e mal fechava, corte no formato que tinha em mente, lixei um tanto, aparafusei os trucks e pronto! Serviu por um tempo, dei vários rolês, desci eixão, rampa do museu, ladeiras diversas até que um belo dia, fazendo uma curva leve ele simplesmente partiu no meio! Por sorte não foi em nenhum momento mais intenso, meus dentes agradecem!

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Eu estava de capacete, confesso que só isso e luvas, pretendo investir em umas joelheiras também.

Depois do MarkI e do meu <3 partido descolei uma prateleira de OSB (oriented straind board ou chapa de lascas orientadas) e cortei um novo shape, provisório mesmo. Fotos abaixo:

O partido e a chapa

O partido e a chapa

Cortado, bonitim né?

Cortado, bonitim né?

Depois de um tempo de uso, já com o bico espatifado.

Depois de um tempo de uso, já com o bico espatifado.

Ficou bom de passear.

Ficou bom de passear.

Rodas Sector9 bem boas!

Rodas Sector9 bem boas!

Montadas em trucks Crail, rolamentos Bones, tudo xuxu.

Montadas em trucks Crail, rolamentos Bones, tudo xuxu.

Rolêzinho no eixão, só passeio esse dia, sem estripulias.

Rolêzinho no eixão, só passeio esse dia, sem estripulias.

Vou fazer mais um provisório, um de shape pequeno, só para não ficar parado. Estou procurando fornecedor de lâminas de madeira, pretendo fazer um molde de concreto e para conformar as lâminas vou usar um saco de vácuo, em breve!

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Inventeiras e inventeiros diversos: Peter Beorger

Esse rapaz fabrica armações de óculos de madeira. Esse vídeo é um curto mas belo retrato de seu trabalho. Inspirador!

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Projeto: Máquina de Tatuagem

Sempre me disseram: “Depois da primeira você fica viciado!” De fato. Fiz minha primeira tatuagem em Julho de 2011, em janeiro de 2012 eu já possuía 4! Dessas, 2 eu mesmo fiz, em mim mesmo, com um máquina feita por mim, mesmo, juro.

Essa idéia de me tatuar veio depois de assistir a um pedaço de um workshop de tatuagem de cadeia, ministrado pelo Taiom (excelente tatuador de Brasília) que trabalha na Art Family Tattoo (excelente estúdio com vários ótimos profissionais). Nesse workshop ele ensinava a construir uma máquina rotativa, usando um motor elétrico. Fiquei com a idéia na cabeça, mas tinha pouca informação pois não pude ver a oficina inteira, fui atrás nas internet, pedi dicas pros bróder e pras bródas e pronto, projeto na cabeça, só faltavam os materiais.

Vamos a eles e à montagem da máquina:

Carregador de celular Nokia, daqueles que todos têm aos potes em casa. No detalhe o pininho de encaixe, mais para a frente verão como eu aproveitei-o-o.

Agulha de costura soldada a um pedaço de arame de cabide (ha!). A ponta torta encaixa no motor.

Para a agulha fazer o movimento de sobe e desce, colei um botão com um dos furos levemente descentralizado em um motor de um carrinho velho. Depois liguei o motor à fonte. 

A biqueira veio de um pedaço de um sugador de solda elétrica de alumínio. Repare que na ponta de Nylon eu encaixei aquela ponta do carregador.

Esse era um garfo da minha infância, tem um pluto gravado nele. Dobra aqui e ali e já já faz sentido.

Máquina pronta! Junta tudo ocm fita isolante, põe um elástico para manter a agulha no lugar e tá aí.

Com a máquina montada, decidir o desenho, tomar coragem, cachaça (só um tantinho), limpar tudo (higiene é extremamente importante quando a intenção é se furar milhares de vezes), arrumar tudo e mandar tinta. Que no caso foi nankim, tattoo preta se faz com isso mesmo.

Na época da primeira que fiz com essa máquina eu estava pirado em ambigramas (é isso aqui) e quis fazer um. O quê? qual? Que tal teste, afinal…

Lê-se TESTE, agora olha a foto de baixo.

Mesma fota virada de pé para baixo, lê-se…. TESTE! Isso é um ambigrama.

Demonstração na varando à luz do quase crepúsculo. Reparem na empunhadura e no encaixe dos dedos nas dobras do garfo, ficou bem confortável e firme de usar.

Fiz no banheiro em uns 30 minutos, doeu um pouco, mas bem menos que as outras que foram feitas em mim, acredito que o nervosismo e a concentração que eu estava me distraíram um bocado.

Fiz uma outra recentemente, no pulso, uma ampulheta, para me lembrar de usar bem meu tempo, temos prazo em tudo, até de validade, é um memento mori e um tapinha na preguiça ao mesmo tempo.

A primeira linha ficou meio zoada (a de cima), a máquina estava desregulada e a agulha deu umas puladas, heahehaehaheu! Por isso quianças do brasiu, não recomendo que tentem isso em casa.

A próxima? Não sei ainda, é bom saber bem antes, a não ser que seja um teste…

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Projeto: Campainha por um dia

Quando a campainha estraga e as correspondências estão retornando o que fazer? Consertar a mesma claro. Mas sozinho, com o perigo de perder mais entregas importantes e sem muito tempo para sair e comprar as peças para tanto, botei em prática o design relâmpago. Uma forma de bolo velha, cordão e um garfo de macarrão banguela serviram seu propósito naquela tarde. Escutei o blém blém, chegaram as encomendas, o carteiro deu uma risadinha e a gambiarra serviu seu propósito. No dia seguinte a campainha foi consertada, ding dong!

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Projeto: Aluminices #2 – AluCapo

Em novembro passado eu comecei a tentar tocar algum instrumento musical. Foi sensacional, desmistifiquei muita coisa, vi que era possível! Um sonho de infância que eu adiei demais, para tanto tive ajuda de algo comum na fase pré-púbere, o videogueime.

Um dos motivos que me faziam adiar era a falta de tempo certo e $ para aulas, mas daí achei esse gueime pro Playstation que prometia ensinar. Tentemos! Comprei o tal, chama Rocksmith e vem com um cabo que você liga em qualquer guitarra ao console. No vídeo abaixo dá pra ter uma idéia de como funfa, eu gostei muito, tem vídeos tutoriais e uma característica sensacional, ele consegue “ler” o seu nível e adaptar a dificuladade do jogo de acordo!

http://www.youtube.com/watch?v=LAukWlgSC7k

Pausa pra agradecer minha querida irmã Maíra, guitarrista, generosa e na época morando na Inglaterra (sem ter como me proibir de usar sua bela guita, huahuahua).

Comecei a aprender, praticar, aprendi a tirar umas muzquinhas mais fáceis até. Aproveitando a onda eu tirei a poeira de um violão que tinha comprado uns 4 anos antes e mandar a mão nele. Peguei várias tablaturas na internet, descobri que várias das músicas que eu queria aprender precisavam de um capo, ou trastejador ou pestana ou braçadeira, enfim, aquilo que aperta as cordas. Como esse abaixo:

Resolvi fazer um. Visualizei um na cabeça e nem desenhei, fui direto pro trabalho duro. Começando com uma barra de alumínio, essa da fota abaixo:

Despues eu cortei um pedaço pouco maior que a largura do braço do violão e esse pedaço eu cortei ao meio. Esqueci de tirar fotos dessa etapa, mas eu deveria porque foi foda… Sem elas aqui vai parecer que magicamente eu cheguei às próximas fotas. Mas além de cortar a barra longitudinalmente eu tive que lixar uma delas para ficar convexa e fazer entrâncias aonde irão os elásticos. Um bocado de suor foi derramado. Por último, com um estilete eu fiz ranhuras pra colar os componentes futuros e firulas nas laterais, alumínio arranha fácil, então que seja arranhado ao meu gosto:

Agora vem uma parte interessante, no meu último post eu falei sobre Sugru: https://inventeiro.wordpress.com/2012/05/16/sugru-hack-things-better/
Na época eu ainda não o tinha em mãos mas descobri no http://www.instructables.com
uma maneira de fazer um similar em casa. Basta misturar borracha de silicone com maizena (ou talco) e um pouco de pigmento (foi mal pai, ter pego escondido seu pigmento fancy). O silicone assim como o Sugru cura com umidade e adicionando maizena, que possui uma umidade natural, o silicone cura uniformemente e rapidamente, em mais ou menos meia hora.

Mas pra quê isso? Pra fazer uma tira de borracha na peça, a parte que aperta as cordas no capo. Abaixo, feitura da borracha:

Para a parte que vai ficar por baixo do braço eu colei uma tira de feltro vermelho pra combinar. Abaixo ambas as peças prontas!

As marcas retas são de uso, das cordas apertadas contra a borracha caseira. Bom, finalmente com tudo pronto vem a parte fácil, unir as parte e regulá-las com eláticos na viola e testar:

Quando não preciso basta delizá-lo pra fora do braço:

Sucesso! Só falta aprender a tocar melhor, ainda capengo e ultimamente tenho estado meio relapso nos treinos, mas vou progredindo aos poucos.

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Projeto: Mesa de luz

Ainda como aluno da UnB, eu e meu caro amigo João Gabriel, vulgo Jonny, nos metemos a fazer uma mesa de luz. Fizemos uma cada, simples mas funcional, 4 réguas de MDF compradas a preço de banana na Tozetti, uma folha de vidro na vidraçaria Planalto e lâmpadas e reatores no conglomerado elétrico da 109 sul. O único problema: Tamanho, troço trambolhudo e alto, desconfortável para desenhar simplesmente colocando na mesa ou no colo. Daí tive a idéia de construir uma mesa para a mesa. Nunca escrevi tanto “mesa”. Taí a mesa de luz mais ou menos desmontada:

Alguns anos depois da idéia meus pais compraram um móvel para a sala, o tal móvel de madeira veio em uma imensa caixa de… madeira. Enquanto desmontava aquilo eu vi que as traves da caixa não eram nenhuma madeira de lei mas serviriam bem para a mesa de luz. Matuta aqui e ali, rabisca, desenha e pronto, já sabia o que fazer, separei o material e mãos à obra:

Com o material na sua frente, a idéia na cabeça e no papel rola uma falsa sensação de dever meio cumprido. Mais para dever comprido pois muito ainda estaria por vir… Como a madeira foi usada para fins pouco nobres não possuía acabamento nenhum, foram algumas boas horas lixando, aparando e deixando tudo nos trinkes para a montagem. E começando a montagem eu senti falta de algumas ferramentas mais pesadas, mas um tanto de óleo nos cotovelos e o negócio foi saindo. Abaixo a foto da mesa sem a tampa articulada:

Agora já com a tampa e as dobradiças (único material comprado). Note os ganchos de madeira, ele que seguram a caixa da mesa de luz:

Os apoios de inclinação da mesa foram feitos com tocos de uma cabo de vassoura velho:

E por fim a mesa pronta!

Para o acabamento eu utilizei seladora e tinta a base d’água. Os pézinhos são parafusos com uma bolinha de cola quente na cabeça, assim são reguláveis e antiderrapantes. Abaixo um GIF animado da mesa em diferentes posições (eu viajei bonito nos cortes das regulagens, acabo usando só uns dois…)

Tae, dei uma utilidade (uso bastante) um tanto mais perene a algo que iria pro lixo, ou pra fogueira.

 

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Projeto: Aluminices #1 – Alurang

No final de 2003 eu viajei para Curitiba, em um domingo, na feira maneiríssima que acontece por lá, eu vi um sujeito vendendo bumerangues, muitos bumerangues! Pirei na hora, sempre fui fascinado por qualquer coisa que voe e bumerangues eram, até então, místicos objetos. Alguns bons anos antes eu ganhei um do meu tio mas eu o perdi em uma árvore antes que qualquer alegria acontecesse. Lembrei disso e fui correndo, em câmera lenta, em direção àquela banquinha de objetos mágicos. Comprei um, fiquei como criança, dormia pensando nos arremessos do dia seguinte! Domingo seguinte, comprei mais uns 3, no mesmo dia fui ao shopping e o que eu acho? Bumerangues! Comprei mais uns tantos. Resultado, voltei pra Brasília com muitos bumerangues e pouco dinheiro, resolvi que era hora de fazer os meus.

Pesquisando aqui e ali fui descobrindo os métodos e materiais necessários, o primeiro eu fiz de um compensado vagabundinho de fundo de gaveta. Funcionou excelentemente, desde então, inúmeros foram construídos, participei de campeonatos, ministrei bem uns 10 workshops da coisa e estou sempre tentando inventar alguma novidade. No post: https://inventeiro.wordpress.com/2012/02/23/projeto-faca-bowie-seu-galvao/ falo sobre minha experiência em um curso de cutelaria da UnB. Quem faz o curso tem direito de usar a oficina e em uma dessas incursões um colega estava forjando uma ferradura de alumínio. Pronto, foi automático, o formato ajudou nas sinapses e a idéia veio pronta, forjar um bumerangue de alumínio!

Uma barra de alumínio, umas 4/5 horas de marretagem na bigorna e estava pronto! Ou melhor, estava forjado, mas para funcionar ainda precisaria de umas boas horas de usinagem. Abaixo a foto dele cru, terminada a forja:

Depois da forja, mais trabalho braçal, na lima, na lixa, esmeril. O bicho foi tomando uma melhor forma:

Fui desbastando até que ele estivesse com uma superfície uniforme:

Foi quando eu tive uma idéia, não lixar completamente, ir lixando a partir de uma ponta com lixas grossas até a outra ponta, polida. A parte de trás mantive as marcas de martelada, pra poder tirar uma onda:

O resultado ficou bem legal, um pouco mais pesado que eu queria e sendo esse formato o de um bumerangue de distância (40-50 metros mais ou menos) ele necessita de um arremesso um bocado forte e de ventos médios pra fortes. E é claro, todo cuidado é pouco, já tive um terceiro olho aberto na testa com um singelo bumerangue de plástico…

Infelizmente eu ainda não tenho vídeos dele, mas para não deixá-los tristes posto um vídeo de um bume que aparecerá por aqui no futuro: http://www.youtube.com/watch?v=K_jwUsnNRII

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